A Cratera Ngorongoro, o final

Nos separamos faz tempo. Meu jeito de descrever as coisas numa viagem e a falta de humor já não habitam o mesmo teto há anos. Incompatibilidade de gênios mesmo. Meu gosto de narrar apenas seus prazeres – porque, afinal, têm sido bastante mais numerosos e relevantes – já não convivia bem com o mau humor, os contratempos com qualquer coisa. E tem mais. Já venci o horror de parecer com os que apoiam tudo, gostam de tudo indiscriminadamente e nunca deitam o sarrafo quando precisam. Frustrações? Apenas se necessárias. Prefiro não as descrever ou, então, as relatar com parcimônia.

Foi assim a primeira vez que avistei a Cratera Ngorongoro. Embora de tirar o fôlego vista assim do alto, parecia o céu no chão. Sem graça para um chão, sei lá. Quem esperava encontrar a Arca de Noé, a primeira visão de um chão liso e descolorido, quase estéril, manchado por lagos com não mais que dois ou três tons de verde, de uns meros sinais de exemplares da vida animal percorrendo a imensidão, não parecia tão exuberante, desde o mirante Crater ViewPoint.

Mas eu sabia: a beleza de um lugar – para se entender – tem que se saber que não é só o que se vê, senão um pouco mais: o que os olhos não conseguem perceber…*[1]

Sei lá, não sei. A cratera era muito grande, não faltava espaço para abrigar qualquer de minhas explicações a cerca da primeira impressão. Sobretudo porque eu estava com um pé atrás por ser excessivamente turística. Mas era um Patrimônio da Humanidade, afinal, que não é coisa à toa. Formada há três milhões de anos, diz-se que a antiga caldeira abriga hoje um dos mais belos paraísos de vida selvagem do planeta.

Com mais de 20 quilômetros de largura e 600 metros de profundidade, 25 mil animais selvagens – incluindo uma pequena população de rinocerontes negros ameaçados de extinção – e a mais densa concentração de leões do mundo, só de carregar estatísticas assim não era de me admirar que eu pudesse estar equivocado. E mesmo sem me tocar, vista assim do alto, a maior atração da Tanzânia aparentava ser diferente, no ecossistema, de tudo o que já havíamos presenciado desde o Quênia e por todas as partes da Tanzânia. O que não era pouco, embora dali não me aparentasse ser tudo o que se dizia dela. Se prevaleceria lá embaixo minha impressão, só o breve tempo diria. Contudo, não antecipemos o futuro!

Kudu Lodge & Campsite

Do Ang’ata Migration Ndutu Camp ao Loduare Gate – o portão de acesso ao Ngorongoro Conservation Area – foram 16 quilômetros de estrada de terra vermelha e trechos de florestas, muito boa viagem. Depois, já dentro da área do parque da cratera, igual distância até o Kudu Lodge & Campsite, onde tivemos nossa última estada na Tanzânia.

O caminho todo foi bonito, mais verde e úmido que os que passáramos, por entre terras dos pastores maasai, grandes rebanhos de gado bovino, onde vivem em seu modo de vida tradicional e genuíno. A certa altura, paramos à beira da estrada de terra para entregarmos a dois meninos duas caixas com lunch boxes não consumidos. Retribuí o discreto sorriso de um deles e lhes acenei à saída.

O lodge foi ótimo, com piscina que muitos aproveitaram, um SPA com uma surpreendentemente boa massagem, ótimos ambientes, equipe simpática, comida gostosa e uma habitação enorme. E com mata intensa circundando a propriedade, de onde ao entardecer acontecia a maior sinfonia de passarmos que eu já ouvira na vida.

A cratera – Muito mais do que uma cratera

No amanhecer do dia seguinte entramos em nossos 4×4 e descemos as paredes do antigo vulcão a caminho do fundo da caldeira. Tudo estava bem claro e nosso grupo seguia em fila. O percurso até o chão de Ngorongoro já se configurava metade da diversão. Subimos primeiramente para transpor o paredão, depois descemos por trechos de densa floresta em sua borda, com vistas encantadoras. Inclusive do lago salino bem no centro.

Quando chegamos embaixo, o lugar já dava sinais da plenitude de seu potencial. Em vida animal e paisagens. Os pequenos pontos pretos que avistáramos de cima, transformavam-se em formidáveis manadas de búfalos, de zebras e gnus estendendo-se por todo o plano da cratera. E logo, leões!

Gazelas de Thomson, hienas-pintadas, elefantes africanos, uma grande variedade de pássaros, nada de novo, era verdade, de tudo o que já não havíamos avistado em termos de vida selvagem, mas numa paisagem inteiramente nova, que ia mudando à medida que cruzávamos o terreno, de planícies de cascalho às savanas de gramíneas, de pântanos cinzentos às florestas irregulares, de flamingos a pássaros, de poças de água a lagos com hipopótamos.

Não havia girafas, e soubemos que simplesmente porque há pouco alimento para elas – árvores – e porque a borda da cratera é muito íngreme para ser descida por aqueles belíssimos animais. E ali, a vida selvagem parece tão acostumada com os humanos e seus jipes que parecem ignorá-los por completo.

Encontramos esqueletos de búfalos e crânios de elefantes, a cratera se revelando como a parte mais fenomenal de nosso incrível safári na Tanzânia. Fazia tempo eu já reconhecera o privilégio de estar ali, inclusive pela particularidade de assistirmos a uma caçada de uma leoa a uma zebra. Sem sucesso, mas digna de um episódio da National Geographic. Faltou um por cento para o desfecho favorável à leoa.

Muito mais do que minha vista aérea havia enxergado, Ngorongoro tornava-se aos olhos não só uma cratera vulcânica extinta de renome mundial, senão o maior espetáculo de vida selvagem da África, um tapete plano de gramíneas exuberantes e piscinas eternas de água doce, um mundo perdido de ação ininterrupta, uma insuperável exibição de vida selvagem com beleza cênica a emoldurá-la.

Uma “experiência de vida na África”, usando seu clichê mais popular. E mesmo que em certos momentos estivéssemos disputando a cena com dezenas de outros jipes, batendo e pulando em busca do melhor ponto para proporcionar aos seus passageiros a melhor vista de uma caçada, certamente é mesmo a “experiência de safári de uma vida”.

À medida que progredíamos, o show na natureza se mostrava ainda melhor, maior e mais admirável. Nada pode estar mais longe da verdade quando se diz que sempre acontece algo incrível logo à frente, seja da vida animal, seja nas paisagens arrebatadoras.  E havia mesmo ação por toda a parte. Em cenas dignas de documentários do Animal Planet.

Em fevereiro, estação das chuvas que ocorrem de novembro a maio, o período é mais seco, mas chove. Não como em março e abril, mas chuvas curtas, e geralmente ao fim da tarde. Como aconteceu naquele dia.

A cratera Ngorongoro havia tempo consagrara-se para mim como parte memorável de toda a nossa jornada. E nem teria sido preciso subirmos uma colina, sairmos dos jipes lá no alto, apreciarmos o fabuloso cenário e depois descermos, sermos parados pela polícia do parque e multados por termos nos afastado mais que 20 metros do veículo. Depois de paga a multa pelo infrator (não revelo seu nome nem morto!), na verdade senti foi inveja de não o ter acompanhado na transgressão.

A minha impressão final? Que se alguém que lá esteve não gostou, o problema não está com a cratera!

Nairobi, o retorno

Às 19:30h do nosso último dia de safari jantamos e preparamos nossas coisas para a longa jornada de volta a Nairobi. Na manhã seguinte nos preparamos para as estradas de asfalto com seus muitos carros, edifícios de pedra e a agitação em lugares como Karatu e Mto wa Mbu, com lojas de lembranças e presentes. Era brutal o choque entre a natureza em que vivemos nos últimos dias e o mergulho nas estradas e cidades.

Na rodovia, fizemos uma parada na região do lago Manyara, lugar chamado Treetop Walkway, onde descemos dos carros para apreciar a vista aérea do lago e de um belo babobá.

A 27 quilômetros, paramos em Esilalei para visitarmos uma aldeia Maasai (leia no post específico, anterior). A visita aos maasai – embora esteja mais para uma armadilha de turistas do que se espera de uma experiência autêntica – valeu a pena.

 Noventa e cinco quilômetros depois, chegamos ao Tembo Club onde almoçamos e ouvimos música ao vivo. Seguimos em direção à fronteira com o Quênia, onde ingressamos pelo Namanga Border Crossing.  Cruza-se a fronteira com rapidez maior que o tempo de colocarem toda a bagagem do grupo dentro do microônibus. E enquanto ambulantes tentavam nos vender badulaques com uma técnica de vendas quase irritante. Nos despedimos dos motoristas tanzanianos, cruzamos a fronteira e reencontramos nossos motoristas quenianos.

Chegamos em Nairobi, nos hospedamos no mesmo bom hotel, jantamos e nos preparamos emocionalmente para o dia seguinte: uma visita ao Elephant Nursery e ao Giraffe Centre, duas atrações muito mais atraentes para crianças do que para adultos, mas que estes devem comparecer, porque é fundamental sua ajuda para a manutenção deles.

Naquela noite encerraríamos nossa memorável jornada de experiências soberbas, de momentos felizes, de memórias marcantes, de convivências fabulosas e conhecimentos enriquecedores. Era o dia de arrumarmos mais cuidadosamente nossa bagagem e comemorarmos numa churrascaria brasileira, para mais tarde embarcarmos para Addis Abeba a caminho do Brasil. Fora uma jornada inesquecível de safári africano, e de voltávamos para casa felizes e recompensados plenamente em nossas expectativas. Eu estava feliz com o retorno, porque por mais espetacular que seja uma viagem, o melhor é voltar para casa! Sobretudo para planejar a próxima. Até lá!

OBRIGADO!


[1]Da letra de Paulinho da Viola para a canção Sei Lá Mangueira.

Do Serengueti ao Ngorongoro

Ang’ata Migration Ndutu Camp – Serengeti

Dormi sob um céu de meia lua e acordei com o sol rendendo o satélite. Em sua troca diária de turno, lutava para aquecer o inverno naquela parte da África. Era ainda um anúncio a luz da manhã, não a tangerina que logo encheria o céu. O frio era suportável, mas de sentir. Abri o zíper da cabana, fechei o do casaco, coloquei a cabeça para fora e encontrei “nosso” Maasai enrolado em seu olkarasha – o tecido xadrez que eles usam como capa e para afastar o frio. Cobria-lhe também a cabeça. Era azul, em vez do tradicional vermelho.

Parado a dez metros de nossa “porta”, parecia ter permanecido ali por toda a noite. Era discreto, mas magnético. Cumprimentei-o e obtive sua resposta, embora o desejo fosse de conversarmos, ainda que impedidos pelo muro das línguas. Estiquei-me um pouco mais e quase ao peito a barraca, olhei para os lados e avistei a fileira de outras. Contei doze, como quem não tivesse o que fazer. Ouvi vozes despertando. E à frente, o ruído de mato, que dançava ao sabor da brisa. A paisagem que a vegetação proibia, eu sabia ir até o horizonte. Pena não poder avistá-la, enxergar a espetacular, inigualável savana do Serengeti. O acampamento não tinha cercas, nem mesmo um fio de arame. Era o que o integrava à natureza de um modo pouco invasivo e ao mesmo tempo encantador. Dava para notar, dava para sentir: ali por trás todo o poder da savana, talvez animais, quem sabe, afastados pela ação do “nosso” maassai.

Próximo ao Lago Ndutu, o Ang’ata Ndutu Camp ficava bem perto da planície de grama curta do Serengeti. “Ficava”, porque meses adiante seria removido, desmontado e guardado para a nova temporada. Por aquela imensidão, os gnus se reúnem aos milhões em fevereiro e março. E estávamos em fevereiro!

O “maior espetáculo da Terra” – a migração, quando cruzam a fronteira aquática com o Quênia – só ocorre em julho, mas os animais que a protagonizam preparam-se para ela. Embora o Serengeti abrigue bem mais animais do que os gnus e os Cinco Grandes, inclusive a destacar os grous coroados, são aqueles os protagonistas.

Avistáramos muitos deles no dia anterior, num dia de pleno e fabuloso safari, experiências e encontros. Tudo tão perto da ação que parecia estarmos na primeira fila de um cinema. Um Land Cruiser como aqueles, com seu teto ajustável, permite vistas panorâmicas em 360°. Enfim, tivemos ali todas as demonstrações possíveis da singularidade do Serengeti. Contudo, agora, não resistia à vontade de conhecer a joia do dia: a cratera Ngorongoro, embora não fosse razoável esperar por nada mais de espetacular que tivéramos até então. Genuinamente, eu sentia que depois do Serengeti seria demais esperar que a cratera superasse nossa experiência.

Mas, primeiro o café

O homem segurava um cajado, andava curvado enquanto nos guiava pelo caminho reto até a tenda central. Protegia-nos da natureza selvagem e de sua agressividade. O cajado parecia lhe ser útil, indo à nossa frente, a distância confortável para ouvir nossos passos. O desjejum com o grupo foi com café preto tanzaniano. Bom, mas somos brasileiros, e gostamos de café. Minha fome e a dimensão da savana que dali avistávamos parecia alargar tudo em todas as direções. Espaço, tempo e estômago.

Milhões de gnus, gazelas e zebras provavelmente começavam seu desjejum também, em marcha lenta em sua busca cíclica por pastos verdes. Dali a poucos meses, estariam do outro lado do Rio Mara. Por enquanto, seu território tinha mais de 15 mil quilômetros quadrados que sustentam e abrigam leões, leopardos, chitas e hienas, além de uma série de espécies menores, de abutres a besouros de esterco. Como acontece há milênios, todos dependem do retorno dos gnus, ano após ano. Inclusive os besouros.

É aí que entra o Ang’ata Migration Ndutu Camp, acampamento montado e desmontado todos os anos pouco antes do período da migração. Quando escurece, a sensação é de segurança relativa, um clima de estar à mercê da natureza sob um indiscutível céu romântico estrelado sobre uma natureza crua, selvagem áspera e encantadora. A emoção de um safári hospedando-se num acampamento como aquele se multiplica.

Na cama, o corpo vibrava antes de adormecer. Eram doze tendas de estrutura simples, temporária, com chuveiros que pingam água quente de balde posta à noite, depois de madrugada perto do alvorecer, quando os maasai derramam baldes de água no reservatório de lata de cada barraca, nosso despertador de cada dia. As camas são boas, largas e confortáveis, com bons lençóis e travesseiros.

De resto, afora os móveis e duas lâmpadas de uma gambiarra dependurada no quarto e no banheiro, tudo é de lona ou de plástico. Até o piso. Do chuveiro e do vaso, inclusive. O banheiro privativo tem o chuveiro de plástico a dois dedos das cabeças preso por um arame. Fica inclinado, pendente.

A banca de pia de madeira tem cuba de cerâmica, mas é instável sobre o piso de terra. O vaso sanitário tem descarga que funciona. Às vezes. O lounge é o lugar para carregar celulares, baterias e tudo mais, disputadíssimo único ponto com eletricidade disponível.

Ideal para conhecer outros viajantes e compartilhar histórias do dia, tem sofás, duas mesas baixas defronte a eles e uma estante de livros e guias. Os cafés da manhã e jantares são servidos na tenda de refeições, logo ao lado. Grande e medianamente iluminada, com uma grande bancada para o autosserviço dos hóspedes. Por trás, a cozinha. Que não visitei porque cedo aprendi que nunca se visita uma cozinha de restaurante.

Uma fogueira é acesa todas as noites, a uns 20 metros adiante da cabana principal, com cadeiras ao redor, não muito concorrida devido ao frio à noite.

Comi o desjejum pensando na jornada dos gnus. Eu sempre os achei entre os mais estranhos, embora o mais emblemático das savanas africanas. Morfologicamente falando, quero dizer. São esquisitos, mal-acabados, parecendo feitos às pressas e sem capricho no desenho. Pertencem à família dos antílopes, mas quando os olhamos fica difícil imaginá-los primos dos elegantes impalas e gazelas. A cabeça lembra a de um javali, o pescoço, de um búfalo, as listras, de uma zebra, as corcovas atrás dos ombros, sei lá que bicho, mas a traseira, de uma hiena, a cauda de uma girafa e o passo – desajeitado que só – de nenhum outro, apenas seu. Com chifres diminutos, olhos minúsculos, rostos alongados e barbas longas, diz um conto popular local que seu crânio carrega o cérebro de uma pulga. Talvez seja um exagero. Só talvez.

Caminhando centenas de quilômetros, os desajeitados animais serão pisoteados por eles mesmos enquanto descem caoticamente as barrancas escarpadas para mergulharem no rio em sua saga anual. Muitos se afogam, quebram as pernas, são abocanhados por crocodilos, carregados pelas correntezas e comidos mais tarde por abutres. Os que chegam à margem oposta são esperados por leões e hienas. A jornada destas criaturas – apesar de seu sentido absolutamente lógico, a busca pela sobrevivência nos pastos verdes – não deixa de ser enigmática e surpreendente e convida-me a aprofundar-me. Sabe-se que o motor desta eterna movimentação é simples: as fêmeas reproduzem durante todo o ano, estão amamentando ou grávidas de outro. E de junho a setembro, elas fazem ambas as coisas enquanto migram, o que exige muita energia e alimento, o que buscam consumindo o máximo de gramíneas possível. Então, se faltar…

Um dia luminoso e de ação

Eu estava no Serengeti, nada menos. Era o que bastava. Que embora de uma paisagem simples e de poucos tons, é aberta, vasta, de engolir os espectadores. Tirando os kopjes – as formações rochosas que surgem como ilhas em meio ao oceano de grama verde, nas quais figueiras-da-rocha ficam suas raízes entre fendas e onde leões em família costumam abrigar-se – tudo mais lembrava as savanas do Quênia.

Senti muitas vezes no peito o privilégio sublime de estar ali. E embora não como parte do lugar, mas como ardoroso espectador, sentia todos os seus pormenores, vibrações, vindas de um dos ambientes mais selvagens do planeta, de uma natureza cuja força é formidável. E eu, com regras ultrapassadas, imaginava: “Não é justo querer nada mais”. Mas havia Ngorongoro pela frente, que é coisa de não se perder um instante sequer.

O dia estava luminoso como sempre, ao ponto de lembrar-me da canção de Haroldo Barbosa e Luiz Reis – “Luminosa manhã, pra que tanta luz…” – o sol tocava os olhos de quem se atrevesse a explorar o céu, até as profundezas da retina. Duas nuvens decoravam o azul e eu sem saber que estava escrito: mais tarde choveriam.

Foi quando um balão mágico sobrevoando bem próximo à minha cabeça seguia seu caminho improvisado. Acabara de decolar. Era belíssimo o voo, que eu apreciei tanto quanto seus entusiasmados tripulantes. Não houve luta contra a vontade de tirar fotos dele e de parar. Fiz tantas quanto pude enquanto o balão esteve à vista. Comigo ficará guardado aquele momento. Por fim, entrei no jipe e partimos para o próximo destino, no dia 20 de fevereiro, às sete e meia da manhã. Meia hora depois estávamos à margem do encantador lago Ndutu, admirando os flamingos que os habitam e embelezam, rodeado de acácias.

A todos!

Materializadas aqui minhas histórias desta jornada. Dedico este texto à minha companheira e aos colegas de viagem, aqueles que hoje estamos longe, mas todos – em conjunto ou isoladamente – sempre me destinaram carinho, amizade, sorrisos marcantes e momentos de boas conversas. Lotaram minha memória de lembranças e o coração de emoções. E fazem parte de minha história.

A seguirNgorongoro e Nairobi, a despedida

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